
O Brasil vive um momento em que fusões e aquisições (M&A) se intensificam no mercado solar. Grandes players do setor buscam ampliar portfólios e, cada vez mais, olham para ativos já em operação como alternativa de expansão rápida e segura. Nesse cenário, as usinas de Geração Distribuída (GD) — até 5 MW — também entram no radar de investidores, o que abre oportunidade para proprietários de usinas particulares e fundos de menor porte que desejam negociar seus ativos.
Mas um ponto é decisivo nesse processo: a qualidade da Operação e Manutenção (O&M).
O que está acontecendo no mercado de M&A solar
Nos últimos anos, o setor solar brasileiro tem registrado um crescimento expressivo de transações de M&A. Apenas no primeiro trimestre de 2024, por exemplo, o setor fotovoltaico teve um aumento de 57% nas fusões e aquisições, movimentando R$ 1,14 bilhão em investimentos, de acordo com o Portal Solar.
Esse movimento não se limita às grandes usinas de Geração Centralizada (GC). A Geração Distribuída (GD) também passa por um processo de consolidação, com vários negócios relevantes já concretizados.
O&M e M&A: fusões e aquisições se intensificam no mercado solar
Esse painel deixa claro que tanto na Geração Centralizada quanto na Geração Distribuída já existe um movimento de consolidação em curso, com investidores nacionais e internacionais comprando ativos prontos.
O&M: de manutenção essencial, para estratégia de valorização patrimonial.
No dinâmico mercado de energia solar, onde fusões, aquisições e a negociação de portfólios de usinas são cada vez mais frequentes, a gestão de Operação e Manutenção (O&M) evoluiu de uma necessidade técnica para o coração da estratégia de valorização patrimonial. Para investidores, compradores e vendedores, um O&M de excelência não é apenas uma garantia de performance, mas o fator decisivo que assegura a rentabilidade, mitiga riscos e maximiza o valor de um ativo solar ao longo de seu ciclo de vida. Assim, a manutenção deixa de ser um custo operacional para se tornar a principal alavanca que define o sucesso e a atratividade de um investimento no competitivo cenário fotovoltaico.
Uma usina que conta com O&M profissional:
- Mantém indicadores de performance elevados, como disponibilidade e performance ratio (PR);
- Reduz riscos de falhas e perdas financeiras, já que recebe manutenção preventiva, preditiva e corretiva;
- Gera relatórios técnicos confiáveis, que servem como evidências de que o ativo entrega o que foi projetado;
- Transmite credibilidade ao comprador, que enxerga o ativo como investimento seguro, com menor risco de passivos técnicos.
Em resumo: uma usina com uma boa gestão de operação e manutenção é percebida como ativo premium na mesa de negociações.
Visão estratégica: a palavra de Ricardo Castro
Segundo Ricardo Castro, sócio-diretor da Remotia, o O&M é um diferencial cada vez mais valorizado:
“Na hora de negociar a compra de uma usina, o investidor procura segurança. E essa segurança só existe quando há histórico comprovado de operação e manutenção. Relatórios técnicos, inspeções termográficas e indicadores de disponibilidade colocam o ativo em um patamar de destaque. É a diferença entre vender apenas uma estrutura física e negociar um negócio sólido e rentável.”
Ricardo também reforça que o O&M reduz riscos regulatórios e financeiros:
“Investidores sabem que uma usina sem gestão adequada pode trazer surpresas: falhas ocultas, perdas acumuladas e até dificuldades para comprovar geração. Por isso, quando um ativo apresenta histórico de O&M regular, o processo de M&A flui de forma mais transparente e valorizada.”
A visão do mercado de GD
No contato diário com proprietários de usinas de GD, Alexandre Piroli, gestor comercial da Remotia, destaca uma tendência:
“A consolidação do mercado de GD já começou. Os grandes players querem portfólios, e quem possui no portfólio usinas com documentação organizada e indicadores de performance em dia tem prioridade nas mesas de negociação. O O&M não apenas garante geração, mas também abre portas para negociações mais vantajosas.”
O&M como fator de valorização em M&A
- Sem O&M: a usina é vista apenas como ativo físico, com maior risco técnico e menor atratividade.
- Com O&M: a usina se torna um ativo financeiro estruturado, com geração comprovada, histórico técnico e confiança para atrair investidores.
Esse é o motivo pelo qual o mercado comprador coloca o O&M como critério de análise em processos de aquisição de ativos solares.
O papel da Remotia
Com experiência consolidada em Gestão, Operação e Manutenção de usinas solares em todo o Brasil, a Remotia atua como parceira estratégica para proprietários de ativos que desejam garantir não apenas performance energética, mas também valorização patrimonial.
Ao estruturar relatórios, monitoramento e práticas de O&M de alto nível, a Remotia ajuda usinas solares de todos os portes — especialmente de Geração Distribuída — a estarem preparadas para o presente e, sobretudo, para oportunidades futuras de M&A.