
Panorama atualizado, incentivos públicos e a importância de uma assessoria técnica especializada para o financiamento de uma usina solar.
A expansão da energia solar no Brasil deixou de ser tendência para se consolidar como um dos movimentos mais consistentes do setor elétrico nacional. Se antes o protagonismo era das grandes distribuidoras e concessionárias, hoje são investidores independentes, grupos cooperativos e empresários do agronegócio, da indústria e do comércio que lideram a construção de usinas fotovoltaicas em todo o território nacional. Esse avanço, no entanto, não acontece por acaso. Ele depende de uma conjunção de fatores técnicos, regulatórios e financeiros — e entre eles, a estruturação do financiamento é uma das etapas mais críticas e estratégicas para o sucesso do projeto.
No Brasil, construir uma usina solar, seja para consumo próprio, seja para comercialização de energia, pode exigir investimentos de milhões por megawatt-pico (MWp) instalado. Diante dos investimentos, o acesso a linhas de crédito adequadas, políticas públicas de incentivo, isenções fiscais e estruturas jurídicas corretas é o que viabiliza — ou inviabiliza — a execução do projeto.
Por isso, compreender o panorama atualizado das fontes de recursos disponíveis, conhecer as políticas públicas específicas por região e saber como preparar o projeto para ser elegível às melhores condições de financiamento é fundamental. Mas essa é uma jornada técnica, e o investidor que tenta percorrê-la sozinho corre o risco de tomar decisões desinformadas, comprometendo não apenas o retorno financeiro, mas a performance energética da usina no longo prazo.
Neste artigo, você vai encontrar um panorama sobre as principais fontes de financiamento para usinas solares no Brasil em 2025, incluindo linhas de crédito de bancos de fomento, incentivos estaduais, programas federais, além de análises comparativas sobre a viabilidade atual do investimento frente aos primeiros anos da “corrida pela energia solar”. Também explicamos os principais perfis de investidores nesse segmento e o papel fundamental da engenharia do proprietário — serviço técnico especializado que a Remotia oferece e que pode ser o diferencial entre um projeto bem-sucedido e uma operação frustrada.
Se você está avaliando construir sua própria usina solar ou financiá-la como um ativo energético, este conteúdo é um ponto complementar em sua jornada. E a Remotia é sua parceira técnica desde os primeiros estudos até a operação da usina.
Fontes de financiamento disponíveis
Diante desse cenário, é essencial conhecer as principais instituições que viabilizam economicamente os projetos solares no Brasil. Abaixo, apresentamos um panorama atualizado das principais fontes de financiamento, com foco nas linhas públicas e privadas que têm impulsionado o setor.
Bancos de fomento:
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
O BNDES disponibiliza diversas linhas para projetos fotovoltaicos:
- BNDES Finem – Geração de Energia: Financiamento para expansão e modernização da infraestrutura de geração de energia a partir de fontes renováveis e termelétricas a gás natural no País.
bndes.gov.br
- BNDES Finame – Baixo Carbono: Financiamento para aquisição e comercialização de sistemas de geração de energia solar e eólica, aquecedores solares, ônibus e caminhões elétricos, híbridos e movidos exclusivamente a biocombustível e demais máquinas e equipamentos com maiores índices de eficiência energética ou que contribuam para redução da emissão de gases de efeito estufa. Todos os produtos devem ser novos, de fabricação nacional e credenciados no Credenciamento Finame (CFI) do Sistema BNDES.
bndes.gov.br/finame-baixo-carbono
Banco do Nordeste (BNB)
Com o programa FNE Sol, o BNB financia até 100% do valor do projeto com prazos de até 12 anos e carência de 36 meses. Essa linha é especialmente relevante para empresas e produtores rurais no Nordeste e parte do Sudeste e Norte. O programa financia todos os componentes dos sistemas de micro e minigeração de energia elétrica fotovoltaica, eólica, de biomassa ou pequenas centrais hidroelétricas (PCH), bem como sua instalação.
bnb.gov.br
Banco da Amazônia (BASA)
O FNO Sol atende empreendedores da região Norte, inclusive para projetos de micro e minigeração distribuída, com condições diferenciadas para incentivar o desenvolvimento sustentável da região.
bancoamazonia.com.br
Bancos públicos
Além dos bancos de fomento voltados ao desenvolvimento regional e nacional, instituições públicas de grande porte também oferecem alternativas com condições competitivas.
Banco do Brasil
A linha BB Crédito Energia Renovável permite o financiamento de sistemas fotovoltaicos com cobertura de até 100% dos custos. É voltado para energia solar residencial, adquiridos de fornecedores conveniados ao BB.
bb.com.br
Caixa Econômica Federal
O crédito CAIXA Energia Renovável é voltado a pessoas físicas e oferece até 60 meses de prazo, com 6 meses de carência.
caixa.gov.br
Bancos privados e cooperativas
Para além das linhas públicas, o setor privado também tem ampliado seu protagonismo no financiamento à energia solar. Instituições como Banco Santander, Banco BV, Sicredi, Cresol e fintechs disponibilizam crédito financeiro, com análise digital e condições adequadas a diferentes perfis.
Políticas públicas e incentivos regionais
O acesso ao crédito, no entanto, é apenas uma parte da equação. Incentivos fiscais e políticas públicas desempenham um papel igualmente estratégico na viabilização dos projetos fotovoltáicos.
Incentivos estaduais
- Minas Gerais: líder nacional em geração distribuída, oferece isenção de ICMS para sistemas de até 5 MW e mantém o programa “Sol de Minas”, que atrai investimentos e indústrias do setor.
desenvolvimento.mg.gov.br
- São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná: concedem incentivos via IPTU Verde, reduções de ICMS, licenciamento ambiental facilitado e integração com programas de eficiência energética.
Convênio ICMS 16/2015
Celebrado no Confaz, esse convênio isenta de ICMS a energia compensada por sistemas de microgeração e minigeração distribuída. Todos os estados brasileiros e o DF aderiram ao acordo.
Ainda vale a pena construir uma usina solar?
Embora os primeiros anos da energia solar no Brasil tenham sido marcados por retornos muito acelerados e isenções regulatórias mais amplas, a resposta é sim: ainda é altamente vantajoso construir uma usina solar — especialmente com estrutura técnica e jurídica bem definida.
Os custos de equipamentos caíram, a produtividade dos sistemas aumentou, e há mais maturidade regulatória. Um projeto bem estruturado ainda pode apresentar payback entre 4 e 7 anos, com taxas internas de retorno (TIR) que superam muitos investimentos tradicionais de renda fixa ou imóveis.
Perfis de investidores e estruturas organizacionais
Os modelos de investimento variam, e cada um requer planejamento distinto:
- Produtores rurais e agronegócio: buscam autossuficiência energética e previsibilidade de custos.
- Indústrias e empresas de médio porte: visam redução de despesas operacionais.
- Cooperativas e consórcios: diluem custos entre membros e facilitam o acesso a créditos.
- Fundos de investimento e grupos de capital: constroem para comercialização de energia.
A organização jurídica e o modelo societário (holding, SPE, consórcio, etc.) impactam diretamente na elegibilidade para financiamentos e no retorno tributário. Fato que deve estar bem definido no momento da elaboração do plano de negócios da usina solar.
A importância da engenharia do proprietário
Navegar pelo cenário de financiamento e incentivos pode ser desafiador para investidores que estão na fase de estudo para a construção de uma usina solar. Nesse contexto, contar com uma empresa especializada em engenharia do proprietário, como a Remotia, é essencial.
A Remotia atua como representante técnica do investidor, oferecendo suporte na avaliação de projetos, seleção das melhores fontes de financiamento, garantia da qualidade na execução e implementação de estratégias para assegurar a máxima eficiência energética da usina.
A engenharia do proprietário desempenha um papel crucial na proteção do capital investido, assegurando que todas as etapas do projeto sejam conduzidas com rigor técnico e alinhadas às melhores práticas do mercado. Com a expertise da Remotia, o investidor não está sozinho na jornada de construção de sua usina solar, tendo ao seu lado um parceiro comprometido com o sucesso e a sustentabilidade do empreendimento.
Conclusão
Como vimos, o financiamento de uma usina solar no Brasil envolve muito mais do que buscar recursos financeiros. É uma jornada técnica, regulatória e estratégica — e quanto mais bem estruturada for essa jornada, melhores serão os resultados no longo prazo.
A construção de uma usina solar no Brasil exige uma compreensão aprofundada das opções de financiamento e dos incentivos disponíveis, que podem variar conforme a região.
A parceria com uma empresa especializada em gestão, como a Remotia, proporciona ao investidor a segurança necessária para tomar decisões informadas, otimizar recursos e garantir a eficiência energética e o retorno sobre o investimento desejado.
Para saber mais sobre como a Remotia pode auxiliar no seu projeto de usina solar, entre em contato conosco:
Telefone: +55 31 99948-3000
Site: www.remotia.com.br
E-mail: contato@remotia.com.br